Veja matéria 'PESO E QUALIDADE EM CRUZADAS' publicada na Rev. Melhore, Ed. 08/05
 

 PESO E QUALIDADE EM CRUZADAS

Abate Técnico demonstra o grande potencial da genética Guzerá na produção de carcaças e carne de qualidade.

O Projeto Guzerá Ramenzoni ( Pirajuí, SP), em conjunto com as fazendas Perfeita União ( Pirajuí ) e Conquista ( Presidente Alves ), realizou no dia 04 de Julho, no Frigorífico Mondelli, em Bauru ( SP ) , o abate de 12 novilhas three cross Guzerá/Nelore/Simbrasil, com 25 meses de idade em média. Elas registraram rendimento médio de carcaça de 52,8%, peso médio de 17 arrobas e 7,67 mm de cobertura de gordura subcutânea. Já outras 9 novilhas de 14 meses, também three cross na mesma composição de raças, obtiveram rendimento de carcaça de 55,4%, peso de 14 arrobas e cobertura de gordura de 5,75mm.

No dia seguinte ao abate procedeu-se a desossa das carcaças. As avaliações preliminares apontam para resultados excepcionais. “O rendimento de carcaça dessas fêmeas apresentou índices entre 53% e 55%, superior à média nacional de 50%. O estudo sobre marmoreio, maciez e suculência ainda está em andamento, mas já podemos afirmar que a qualidade das carcaças enquadra-se no padrão estabelecido pela Cota Hilton, a mais valorizada e compatível aos mais exigentes mercados importadores de carne bovina, como a União Européia, assinala Dante Ramenzoni, proprietário do projeto Guzerá Ramenzoni e presidente do Núcleo Guzerá Sudeste.

Considerando como base o sistema nacional de classificação de carcaças, que deverá entrar em vigor ainda este ano, anota geral dos animais foi “B”, equiparando-se à qualidade de carne exigida pela Cota Hilton. Quanto ao rendimento dos cortes específicos as médias foram: 56% de corte serrote ( lombo, perna e garupa ), 64% de área de olho de lombo ( AOL ) – Região do contra-filé; 49,7% de traseiro; 37,9% de dianteiro e 12,4% de costelas.

Os animais foram criados em regime de pasto e passaram por confinamento de 100 dias na Fazenda Alvorada, de Dante Ramenzoni. Nesse período, foram alimentados com ração balanceada à base de silagem de milheto. O professor Jorge Carlos Dias de Souza, do Instituto de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, coordenador do projeto, falou à MELHORE que os resultados foram excelentes. “ Independente do cruzamento em que o Guzerá foi utilizado como terceira raça na F2, seja com Simbrasil, Limousim ou Simental, a raça se apresentou superior em peso e qualidade de carcaça”, explicou o pesquisador.

Para ele, a diferenciação de preços feitas pelos frigoríficos, que tem como parâmetro o sexo do animal, é um conceito que deve ser reavaliado. “A Indústria precisa reconhecer e valorizar o esforço do criador que produz fêmeas de cruzamento industrial com as mesmas características que os machos”, avaliou Jorge Carlos, garantindo que os resultados do abate mais recente apontou, na balança e na tipificação que as novilhas cruzadas tiveram o mesmo desempenho que os seus irmãos.

Um único resultado divulgado por Jorge Carlos vem comprovar a produtividade das fêmeas abatidas: novilhas de 14 meses com 14,1@ e de 26 meses com 17@ “ Estamos falando de fêmeas criadas em programas de produção de carne e não animais de descarte. Por isso, não pode haver uma desvalorização”, declarou.

Se na balança os resultados foram excelentes, em qualidade, de acordo com o pesquisador, o desempenho das fêmeas também atendeu as expectativas do projeto. “As carcaças apresentara, boa formação e cobertura de gordura satisfatória. Por enquanto, a avaliação é excelente”, finalizou Jorge Carlos.

O abate das fêmeas cruzadas faz parte da segunda fase do Abate Técnico Guzerá, projeto realizado para comprovar o potencial da raça na produção de carne bovina de qualidade. Os seus resultados quantitativos e qualitativos ainda estão sendo compilados, para apresentação durante a Grand Expo Bauru 2005, em Outubro. O encerramento do projeto está marcado para Dezembro, com a avaliação de machos puros Guzerá.


Outros dados qualitativos e quantitativos estão sendo apurados para
apresentação em outubro deste ano

Machos Cruzados

Ramenzoni informa que no passado o abate de 12 novilhos de 19 meses de idade, filhos de touros Guzerá em vacas meio-sangue Nelore/Simental, gerou resultados bem satisfatórios: peso médio de 17,5 arrobas; 5,8 mm de espessura de gordura subcutânea ( EGS ); 55,35% de rendimento de carcaça quente e 54,2% de carcaça fria, conformação de carcaça Boa e Muito Boa e rendimento de área de olhos de lombo ( região do contra-filé) de 64 cm² . Eles também atingiram padrão Cota Hilton.

Ramenzoni conta que “nos Estados unidos, Austrália e países europeus, entre outros importantes mercados de carne bovina, o cruzamento é ferramenta fundamental para conseguir maior valorização no mercado internacional. Está aí o Guzerá para comprovar que essa técnica agrega valor e aumenta a produção de carne de qualidade. O Brasil destaca-se no cenário global e ainda produz o boi verde, mas precisa crescer em valorização. Com plantel de aproximadamente 190 milhões de cabeças dos quais cerca de 40 milhões são abatidos por ano, não podemos aceitar que somente cerca de 10% dos animais aos frigoríficos sejam resultados de cruzamento industrial”.


Desempenho das Fêmeas mostra inadequadação
de preços dos frigoríficos



Fonte: Matéria Publicada na Revista Melhore, Ed. Agosto/2005



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Abate Técnico Guzonel.

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